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Diretor do Inema nega culpa em rompimento de barragem: fenômeno da natureza

O diretor de águas do Inema, Eduardo Topazio, negou que a barragem Riacho Lagoa Grande, no distrito de Quati, na cidade de Pedro Alexandre, no interior do estado, tenha rompido, na quinta-feira (11). Uma falha na construção deixou ruas inundadas e 350 famílias desabrigadas.

Para Topazio, a barragem transbordou por causa da água da chuva. Segundo o diretor do órgão ambiental, a presença da construção foi benéfica para a cidade, já que a barragem reteve o aguaceiro.

“A barragem contribuiu para a inundação não ser maior. A cidade ficou inundada por causa da chuva. Existe um certo alarmismo por causa da mineração, mas não existiu rompimento ali. O que aconteceu foi que choveu e aquela região é bem quente, isso é um fenômeno da natureza”, afirmou o diretor do Inema.

‘Não se enquadrava como barragem’

De acordo com Agência Nacional de Águas (ANA), o Inema é responsável por fiscalizar a barragem.

Segundo o diretor do órgão ambiental, a barragem, que foi construída pelo governo em 2000 e que pertence a Associação de Moradores da Comunidade de Quati, está em um rio estadual e, por isso, é de responsabilidade do Estado.

No entanto, Topázio diz que a construção não tinha fiscalização rotineira porque não “se enquadrava como barragem”.

“Não quesito segurança, ela não é cadastrada como barragem. Nós fizemos um levantamento vimos que ela não estava como barragem, até porque ela é muito antiga e pequena”, informou o diretor.

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