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Incêndios florestais na região continuam sem ações especiais de combate e prevenção

Os focos de incêndios florestais na região da Chapada Diamantina que vêm ocorrendo nos últimos tempos, costumam ser recorrentes em meses que ocorrem a redução da umidade do ar. Na última segunda-feira (12), seis dias após as queimadas na região, o Corpo de Bombeiros decretou que os focos se encontram extintos, e que seguem monitoramento.

Em um post feito pela Brigada de Resgate Ambiental de Lençóis (Bral), no Facebook, as equipes voluntárias lamentaram sobre o impacto deixada pelas queimadas na natureza. “Ah, ufa! A chuva chegou e o problema do fogo na Chapada Diamantina foi resolvido. Não foi resolvido. Vocês sabem quanto tempo que essa vegetação vai levar para conseguir se recuperar? Ao menos três anos! E algumas espécies não vão voltar. A terra nunca volta a ser a original. Aliás, quase nenhuma paisagem na Chapada é igual a sua versão original, pois já́ tivemos muito fogo e muito extrativismo. Precisamos cuidar e preservar nossa vegetação. Prevenir é melhor que remediar”, aponta a direção da brigada.

Questionada pelo site Bahia Notícias, a Secretaria de Meio Ambiente da Bahia (Sema) não evidenciou nenhuma elaboração de ações especiais de combate a incêndios florestais nos próximos meses. De acordo com a pasta, até o momento será seguido a prontidão dos Bombeiros Militares especializados no combate do 17° Grupamento de Bombeiros Militar (17°GBM), em Barreiras, para atender com maior agilidade os chamados contra incêndios florestais.

A pasta coordena também o programa Bahia Sem Fogo (BSF), que realiza ações de prevenção e combate a incêndios florestais, promovendo cursos para formação de peritos, treinamento de brigadistas, reuniões e oficinas com as comunidades rurais, campanhas de prevenção, sensibilização e educação ambiental e a organização de subcomitês.

Voluntários
Uma das brigadas voluntárias que atuaram no combate a incêndios florestais na região, é a Brigada Voluntária Anjos da Chapada, da cidade de Seabra, grupo formado por 65 voluntários.

De acordo com Cezar Maciel, líder do grupo, cerca de 90% das brigadas que atuam no combate ao fogo na região são formadas por agentes voluntários, que conciliam a vida pessoal com as ações de combate ao fogo. “As brigadas voluntárias estão em apoio ao Estado, onde o Estado não está presente”, destaca.

Para o período da baixa umidade, o grupo prevê um aumento do número de agentes em plantão para possíveis chamadas. “O que estamos fazendo é triplicar o número de pessoas em plantão nessa época do ano porque sabemos que aumenta os focos”, destaca Maciel. As equipes serão formadas por pelo menos dez pessoas. Jornal da Chapada com informações do portal Bahia Notícias.

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