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Comércio vive expectativa por reabertura e mantém cautela como novo auxílio

Atividades estão liberadas para operar e recuperar os prejuízos causados com a suspensão. Nesta terça-feira (6), alguns dos setores que movimentam fortemente a economia na capital baiana voltarão a funcionar em Salvador, após mais de um mês fechados por conta da drástica elevação dos números referentes à pandemia do novo coronavírus na cidade. A partir das 10h, o comércio de rua, os shoppings centers, os centros comerciais, as barbearias, os salões de beleza e similares estarão liberados para operar e, de alguma forma, tentar recuperar os prejuízos causados com a suspensão das atividades.

No caso do comércio de rua, o horário de funcionamento irá até as 18h – já aos sábados, último dia da semana em que poderá abrir, a operação ocorrerá em horário livre, mas respeitando o horário de início do toque de recolher determinado pelo Governo do Estado, que vai até as 20h. O mesmo formato vale para os salões de beleza, barbearias e similares. Por outro lado, os centros de compras da capital baiana podem funcionar por até uma hora a mais, às 19h. Aos sábados, vale a mesma situação do comércio de rua e dos espaços de beleza, respeitando o horário do toque de recolher.

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Carlos Andrade, a expectativa é a melhor possível para a retomada deste setor da economia baiana. “Eu vejo com otimismo. Os números estão melhorando, ainda que não seja no nível que gostaríamos. Claro que temos uma preocupação do que pode ocorrer daqui a 15 dias, uma vez que muitas pessoas ainda não estão conscientes. Por outro lado, os empresários estão fazendo o seu trabalho nesse sentido. A volta não será na velocidade que a gente gostaríamos, mas aprendemos com erros e nossa parte nós vamos fazer”, disse.

Outros dois atores do comércio soteropolitano, que representam as atividades de rua e os shoppings centers, esperam que a retomada seja “pra valer”, sem que haja um novo risco de fechamento das operações, caso os números da Covid-19, em Salvador, voltem a crescer – o prefeito da capital baiana, Bruno Reis, já sinalizou que, se for necessário, poderia voltar atrás e, novamente, suspender as operações.

“Entendemos que é muito importante isso acontecer, mas que [a retomada] ocorra de maneira definitiva, já que está praticamente inviável manter as atividades produtivas paralisadas”, afirmou Paulo Mota, presidente do Sindilojas. “Quanto mais tempo o shopping estiver aberto, melhor, pois evita qualquer possibilidade de se criar qualquer aglomeração. Nós esperamos que seja uma retomada full, ou seja, com todas as operações dos shoppings funcionando”, acrescentou Edson Piaggio, coordenador regional da Abrasce, associação que representa os centros de compras em todo o país.

Auxílio
A reabertura de mais setores do comércio, em Salvador, coincide com o pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial em todo o país, com parcelas sendo pagas de abril a julho e cujo valor médio é de R$ 250. Mulheres chefes de família receberão R$ 375 e pessoas que vivem sozinhas, R$ 150. De acordo com o governo federal, o total de beneficiados atingirá 45,6 milhões e a expectativa é a de que a liberação desse dinheiro venha a injetar na economia um montante de R$ 44 bilhões.

O valor é bem abaixo do disponibilizado nas duas primeiras fases do benefício – R$ 600 (1ª fase) e R$ 300 (2ª fase). Nessas oportunidades, o total pago chegou a R$ 293,1 bilhões para 67,9 milhões de pessoas. Mas, em entrevista à Record TV, ontem, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que a nova rodada de pagamentos vai contribuir para o consumo e o aquecimento da economia. Vale lembrar que, mesmo com o depósito sendo feito nas contas, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta corrente somente de duas a quatro semanas após o procedimento.

Contudo, para o presidente do Sindilojas, quem deve apenas se beneficiar com a chegada do auxílio são os comerciantes que trabalham com os gêneros alimentícios, uma vez que parte da população deve priorizar esta necessidade básica em detrimento de outras. “O valor pago é muito menor do que foi no ano passado, ainda mais com essa situação de pobreza tão presente. O dinheiro é importante e bem-vindo, mas acredito que só devem se beneficiar aqueles que são donos de mercadinho, por exemplo”, disse Paulo Mota.

Já Carlos Andrade pontua que, apesar de o valor estar abaixo do esperado, já é alguma coisa para aqueles que nada receberam desde janeiro deste ano. “É o que nós temos no momento. Será que realmente o valor poderia ser maior do que esse?”, questiona. “Eu gostaria, por exemplo, que fosse R$ 500 ou R$ 600, uma vez que todo esse dinheiro é jogado no comércio. Mas, nesse caso, quem deve se beneficiar mesmo são os mercados, que são o básico da nossa vida, além também dos ambulantes. Com relação a projeções, esperamos que os primeiros resultados comecem a aparecer em maio e junho. Por agora, ainda é precipitado”, salientou.
Fonte:Tribuna

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