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Presidente do INSS é afastado após operação da PF que apura fraudes de R$ 6,3 bilhões

Investigação aponta descontos indevidos em benefícios de aposentados

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi afastado de suas funções nesta quinta-feira (23) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que apura irregularidades na entidade com fraudes chegando a . A informação foi divulgada pela jornalista Camila Bonfim, da GloboNews.

De acordo com a PF, entidades que representavam aposentados e pensionistas aplicaram descontos indevidos de mensalidades associativas diretamente nos benefícios previdenciários. A fraude pode ter chegado a R$ 6,3 bilhões, de acordo com a CNN.

A ação foi considerada uma das mais sensíveis e significativas em andamento pela corporação. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho, comunicaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a operação, que envolveu ambos os órgãos.

A gravidade da situação indica que o governo precisará tomar medidas para lidar com os impactos das fraudes e garantir proteção aos aposentados. Após uma reunião no Palácio da Alvorada, o tema continua sendo discutido em novo encontro no Ministério da Justiça, acrescenta.

Investigação

A Polícia Federal desmantelou um esquema criminoso que movimentou ao menos R$ 2 bilhões em fraudes contra beneficiários de programas sociais, trabalhadores com saldo no FGTS e pessoas com direito ao seguro-desemprego. O golpe, que se estendia por todo o país nos últimos cinco anos, só foi possível graças à atuação de servidores da própria Caixa Econômica Federal.

De acordo com reportagem do Fantástico, da TV Globo, as investigações revelaram que os criminosos acessavam ilegalmente dados pessoais de milhares de brasileiros, identificavam benefícios ativos e contavam com a colaboração de funcionários da Caixa para invadir contas no aplicativo Caixa Tem. Os servidores envolvidos alteravam e-mails dos beneficiários cadastrados no sistema, substituindo-os por endereços controlados pela quadrilha, o que permitia redefinir senhas e assumir o controle total das contas. A partir daí, os criminosos realizavam transferências via PIX, pagamentos e até saques diretos na boca do caixa.

Fonte: Jornal Correio

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