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Primeira etapa do processo de beatificação de agricultora baiana que pode se tornar santa começa na sexta;

A Comissão Histórica será coordenada pelo historiador Vinícius Santos da Silva, professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). O grupo vai analisar documentos, escritos e relatos sobre Maria Milza, para apurar possíveis graças ou milagres atribuídos à intercessão dela. Em seguida, será elaborado um relatório que será encaminhado ao Vaticano.

Com a autorização do Vaticano e o início da fase diocesana, a causa seguirá conforme as “normas a serem seguidas nas Inquirições a serem feitas pelos Bispos nas Causas dos Santos”, publicadas pelo próprio Dicastério em 1983.

Se as virtudes heroicas forem reconhecidas e houver comprovação de um milagre, Maria Milza poderá ser declarada beata. Para a canonização, será necessário um segundo milagre, ocorrido após a beatificação.

Quem foi Maria Milza

Maria Milza nasceu em 15 de agosto de 1923, no povoado de Alagoas, em Itaberaba. Filha caçula de 12 irmãos, viveu em um lar de agricultores e ficou conhecida pela vida de oração, solidariedade e ajuda aos mais pobres.

Dividia alimentos com famílias em situação de vulnerabilidade, visitava doentes levando remédios e conforto espiritual e alfabetizava crianças com cartilhas católicas.

A residência onde morava, conhecida como Casa de Mãezinha, hoje é um memorial e recebe devotos que relatam graças alcançadas por sua intercessão. Maria Milza morreu em 17 de dezembro de 1993.

Em fevereiro de 2025, o Vaticano autorizou o processo de beatificação, e ela passou a ser chamada de Serva de Deus.

Encontro com Irmã Dulce

Embora tenham se encontrado poucas vezes, há registros que indicam uma relação de respeito e afinidade espiritual entre Maria Milza e Irmã Dulce, a primeira santa brasileira.

Em uma das raras imagens registradas entre 19 à 21 de setembro 1990, Milza aparece visitando Irmã Dulce quando ela já estava muito doente e acamada.

Ambas partilhavam da mesma espiritualidade baseada no cuidado e na caridade com os pobres, sendo referências de amor ao próximo.

Casa Memorial de Maria Milza

A residência onde Maria Milza morava, conhecida carinhosamente como a Casa de Mãezinha, foi, durante sua vida, um ponto de acolhimento para doentes, romeiros e pessoas em busca de conselhos e orações. Ali, muitos relatam terem encontrado conforto espiritual e ajuda material.

Segundo a Irmã Claudia Conceição, da Comissão Histórica do Santuário Diocesano da Caridade Nossa Senhora das Graças, com o tempo, a crescente manifestação de fé popular e o reconhecimento da importância de sua história, levaram à transformação da antiga casa no Memorial Maria Milza.

O imóvel se tornou um espaço que preserva a memória da antiga moradora, acolhe os devotos e testemunha a força da fé e da gratidão expressas através de objetos e mensagens.

Por g1 Feira de Santana e região

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