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Após aval do STF, governador do Amazonas não vai comparecer à CPI da Covid, diz assessoria

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), não vai comparecer à CPI da Covid, informou a assessoria dele na manhã desta quinta-feira (10). Na quarta (10), a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o governador poderia não comparecer.

A ministra entendeu que, como Lima já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e é investigado por suposto envolvimento em um esquema de desvio de verbas destinadas ao enfrentamento da pandemia de Covid, ele tem direito de não dar respostas que possam incriminá-lo.

Com a ausência de Lima, a sessão da CPI nesta quinta deve se restringir à votação de requerimentos de convocação e pedidos de quebra de sigilo.

Os senadores pretendiam questionar Lima sobre suspeitas de desvios de recursos que deveriam ter sido usados contra a pandemia, além do colapso na saúde do estado, com a crise de oxigênio.

Se não tivesse obtido decisão favorável no STF, Wilson Lima seria o primeiro governador a depor, na condição de testemunha, se comprometendo a dizer a verdade, sob risco de incorrer no crime de falso testemunho.

Os advogados de Wilson Lima argumentaram que a convocação de um governador é inconstitucional e viola o princípio da separação de poderes. Um grupo de cerca de 20 governadores também tenta, no STF, impedir convocações.

Ao todo, a CPI aprovou as convocações de nove governadores.

Alessandro Vieira (Cidadania-SE), um dos autores do pedido de convocação de Wilson Lima, pretendia cobrar do governador explicações sobre supostos desvios de recursos federais que deveriam ter sido destinados ao combate à pandemia.

A operação Sangria, da Polícia Federal, apura suposta organização criminosa que teria se instalado no governo do Amazonas para fraudar licitações e desviar dinheiro.

Em abril, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Wilson Lima e mais 17 pessoas. Na denúncia, a PGR estimou prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.

Em nota, Wilson Lima afirmou agir com “probidade e legalidade”.

G1.com.br

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